terça-feira, 24 de abril de 2012
Domingo.
E eu ainda não sei definir.
Você foi a pior, ou, a melhor coisa que aconteceu na minha vida.
Depois de tanto tempo, você ainda é ponto de interrogação.
As vezes leio todos aqueles emails que trocávamos.
Ouço as músicas que você me mandou, para ter certeza de que elas não voltem a ser as minhas preferidas.
As lembranças nunca se vão, não é mesmo?
O engraçado é que você se foi.
Os domingos bricam com a minha mente, te trazem à tona.
E o celular parece esperar seu número se conectanto ao meu.
Você nunca vai ligar.
Talvez um dia, nós nos veremos, como completamente estranhas, por alguns segundos passará por nossas cabeças, cada estrago feito, todas as lágrimas derramadas, teremos aquela conversa mais vaga de todos os tempos, e qualquer uma das duas vai inventar um compromisso urgente para não ter que ficar mais de 3 minutos perto.
Você me dizia que eu era seu amor mais lindo e isso quase me destruiu.
E eu?
Eu ainda não sei definir, se você foi a pior, ou, a melhor coisa que aconteceu na minha vida.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Gira.
As paredes estão caindo. O teto está para ceder.
O cinzeiro transborda cigarro.
Enquanto eu sentada no chão, agarro minhas pernas.
Talvez esse fosse o momento ideal para começar a tocar a trilha sonora da minha vida, ou da minha morte.
Eu tomei tantas decisões já, e hoje me encontro sentada.
Corremos até cair, corremos até sentar.
Meu último pedido é, por favor, alguém me ensine a andar?
O cinzeiro transborda cigarro.
Enquanto eu sentada no chão, agarro minhas pernas.
Talvez esse fosse o momento ideal para começar a tocar a trilha sonora da minha vida, ou da minha morte.
Eu tomei tantas decisões já, e hoje me encontro sentada.
Corremos até cair, corremos até sentar.
Meu último pedido é, por favor, alguém me ensine a andar?
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Suponho que,
- É tão bonito ver o quanto ele te completa.
- Mas as vezes dói.
- Dói pelo costume de estar vazio, e quando alguém completa, dói.
Dói...
- Mas as vezes dói.
- Dói pelo costume de estar vazio, e quando alguém completa, dói.
Dói...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Respiração.
Gritos presos na garganta, a única coisa que sai dali é fumaça,
fumaça desesperada.
Vazio, in(constante)
O cigarro queima, me queima
queria por um segundo
que te queimasse
também
Será que é só o pulmão
mesmo
que está preto?
Alguma coisa grita dentro
de mim
voz estranha
esquisita
Devo ter perdido
alias
me perdido
A fumaça entra nos olhos
provoca
lágrimas de fumaça
Foda-se
Acende mais um cigarro
pra
só para
preencher o interior.
fumaça desesperada.
Vazio, in(constante)
O cigarro queima, me queima
queria por um segundo
que te queimasse
também
Será que é só o pulmão
mesmo
que está preto?
Alguma coisa grita dentro
de mim
voz estranha
esquisita
Devo ter perdido
alias
me perdido
A fumaça entra nos olhos
provoca
lágrimas de fumaça
Foda-se
Acende mais um cigarro
pra
só para
preencher o interior.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Espera.
Tento ver cada gesto e reação. Jogo um verde. Digo que sei onde piso e me arrisco.
Sou contra e te irrito só para ver suas narinas em movimento num apertar de olhos.
Analiso cada movimento, consigo apenas respostas vagas. Quase arranco palavras para ter alguma certeza das suas brincadeiras.
Finjo que não ouço suas palavras, na esperança de poder ouvi-las pela segunda vez.
A curiosidade que causo é recíproca,
Sorrio mesmo quando não quero.
E por algum motivo deixo escapar pensamentos fujões e sinceros.
Ironizo para fugir da verdade.
E tento provocar seus sentidos.
Sou sutil sobre o meu querer e digo coisas totalmente sóbria, dever ser questão de afinidade, confiança, esperança.
Eu não sei dos seus passos, crio ou trago a tona questões, me questiono do futuro, e 3 anos é muito.
Confuso, confusa, confusas.
Estou, está, estamos, não sei.
Mas digo e sinto, o meu bem querer pulsa fundo aqui pra você.
Sou contra e te irrito só para ver suas narinas em movimento num apertar de olhos.
Analiso cada movimento, consigo apenas respostas vagas. Quase arranco palavras para ter alguma certeza das suas brincadeiras.
Finjo que não ouço suas palavras, na esperança de poder ouvi-las pela segunda vez.
A curiosidade que causo é recíproca,
Sorrio mesmo quando não quero.
E por algum motivo deixo escapar pensamentos fujões e sinceros.
Ironizo para fugir da verdade.
E tento provocar seus sentidos.
Sou sutil sobre o meu querer e digo coisas totalmente sóbria, dever ser questão de afinidade, confiança, esperança.
Eu não sei dos seus passos, crio ou trago a tona questões, me questiono do futuro, e 3 anos é muito.
Confuso, confusa, confusas.
Estou, está, estamos, não sei.
Mas digo e sinto, o meu bem querer pulsa fundo aqui pra você.
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