
O branco daquelas paredes agoniava até a minha alma, juro que se não fossem estofadas bateria minha cabeça até o rachar do crânio.
Meus braços atados mostravam as impossibilidades do próprio enforcamento.
As lágrimas quase alagaram aquela sala vazia e o barulho do meu inconstante coração me perturbava ainda mais.
Eu não sabia o motivos de estar ali, eu só havia perdido uma parte da minha existência.
O silêncio matou meu cérebro quando perdi as palavras.
Lá não chovia nem fazia sol, quase me fazendo sentir a rotação da terra.
Me arrependo, pois os cortes que havia em meus pulsos poderiam ter sido bem maiores.