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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Praia.

A água batia nas canelas, estava gelada, os pés sentiam a areia molhada que se infiltravam entre os dedos.
O céu estava nublado, nada de raio de sol, nem do azul que da gosto de olhar.
Não tinha uma alma se quer naquela praia, que hoje não estava tão bonita.
Os cabelos louros voavam com o vento fazendo com que seus dentes batessem uns contras os outros.
Ela fechou os olhos, tentando pela última vez ouvir aquela voz que a matinha viva.
Mas essa voz já não estava presente, não em tom, nem e carne.
Suas lágrimas iam urgentemente de encontro ao mar.
Podia jurar ver um sorriso conforme a água subia no seu corpo.
Olhos fechados que não abririam mais, não por vontade própria.
O mundo girava e para ela não fazia mais diferença.
Ela se transformou em água.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O (não) saber.

A batida do seu coração parecia música. Parecia a melhor música que ouvir em toda a minha existência, ele acelerou quando disse que à amava. Poderia dançar naquele momento.
Eu a beijava com profunda vontade, como se só respirasse direito quando sua boca colava na minha.
Ela sorria entre mordidas nos lábios. E beijava meu pescoço me fazendo respirar fundo e a querer por toda a eternidade.
Minha mão percorria todo o seu corpo, queria gravar cada detalhe da perfeição mesmo na imperfeição.
Seus olhos chegavam na minha alma. O cheiro do seus cabelos coloram na minha narina, e o seu cheiro hospedou-se em meus pulmões.
Ela poderia ser minha além do pra sempre. Mas eu não sei seu nome, nem onde mora, muito menos o telefone para ouvir somente um alô, e ter a certeza de que aquela voz era feita só para mim.
O mundo gira e talvez ela esteja do outro lado.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Fim dos tempos..

O simples nunca foi suficiente para mim. Eu não quis estragar o simples para buscar o complexo, muito menos deixar algo de lado para buscar outra coisa.
Aconteceu e eu sorri, depois chorei, e por fim pirei, mentira, chorei de novo.
Me reergui e me perdi, te perdi, agora caminho, reto para ver se da certo.
Deixando o passado no passado, não é que eu esteja cansada de lutar, eu desisti. Não vale mais a pena, pra mim basta.
Parei pra respirar e cheguei nessa conclusão. Desgastei feito um freio de roda, que quando esta no toco, começa a fazer um barulho extremamente irritante, não vou ficar fazendo barulhos irritantes, no final da conta ou você troca a pastilha, ou ameaça a roda com arranhões.
Tudo passa o que resta é a essência, mas mesmo essa como Astréia uma hora desiste.
Vê a real, eu posso falar de tudo, ou sentir tudo, ficar nessa repetição inconstante e árdua, mas quando um filme já foi gravado, o final vai ser o mesmo, sempre.