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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Hoje eu só quero voar, voar, voar!

Não sei descrever mais a dor, acho que nunca soube.
Eu respiro, piro.
E o grito fica entalado corroendo por dentro.
Cansei, cansei de estar nesse estado, no ponto morto.
É quase vegetativo, você quer tudo, mas não sai do pensamento.
Eu já me perdi, e não agüento mais redundâncias sem mudanças da minha parte.
Hoje eu só quero voar, voar, voar!
Voar de um modo bom, sem colisão, ou aterrissagem.
Vou partir, mentira. Estou partida.
Vou me varrer e me mudar.
Isso tudo é para dizer a mim mesma que cansei de me enganar.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Era pra ser poético..

E o que me irrita, é o incurável,
esse buraco gigante
que rouba o sentido
mas
de alguma forma é gentil
mas
mesmo assim levo tapa na cara
mas
não dói tanto
quanto
pensar nessa ausência
acho que
quero achar que
talvez eu possa
consiga
me acostumar com essa dor
latente
que grita
- volta
- fica
- vem..
Ai eu pisco
volta o filme
tento desde o começo
assistir
prestando atenção em cada detalhe
pra encontrar algum sentido
não chego a lugar algum
e o fim é o mesmo
vai ser
sempre.
Ai eu grito
e declaro
- não vivo de passado
e creio
que um dia
eu possa enterrar o que me incomoda
bem
a sete palmos do chão.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

(des)necessário

Ou me mato, ou, te mato dentro de mim.
Eu queria mesmo fazer todas as escolhas.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

(não) anestesiada

Abra as mãos e as separe-as é assim que tem de ser, deixar o fluxo rolar, sabe?
Chega, de tentar manipular, e chega de ser manipulada, as coisas simplesmente
(des)acontecem, e você precisa abrir o olhos para enxergar.
Chega de bagagem extra, e de pagar mais caro por isso, porque sempre a limites,
ou, linhas, se cair melhor.
Da um passo com a perna direita, mas começa com a esquerda, e aí se minha
superstição não vai alem da porta de casa, tranquei lá.
Carrego pimentas no chaveiro, mas nem sei se ajuda mesmo, porque quando eu
quiser me acabar, ninguém segura.